Ela apareceu com o presente embrulhado em papel prateado. Sorriu e estendeu o pacote:
- Feliz Dia dos Namorados!
Ele não esperava pela surpresa.
- Mas eu não comprei nada para você. Não posso aceitar.
Seus olhos estavam mareados.
Ela, então, perdeu a graça. E as lágrimas quiseram se aglomerar também em seus olhos.
- Não, toma! Eu comprei pra você.
Ele abriu o pacote e encontrou uma camisa bege, comprada na véspera. Agradeceu ainda emocionado e, surpreendentemente, um tanto tímido.
- Prova para ver se ficou boa.
Ele provou. Era um pouco menor do que as camisas que costumava usar, mas caíra bem em quem tinha perdido muito peso nos últimos tempo. Ele não quis trocar o presente.
Então ela estava no quarto, e ele entrou devagar.
- Olha, eu fui no mercado. Como não comprei nada, isso aqui é de presente pra você.
Entregou a ela uma caixa bombons e uma lata manteiga Aviação.
Ela riu feliz. Eles estavam felizes, num amor tão antigo, tão novo. Um amor que faz com que a manteiga seja melhor do que os brilhantes.
E embora recém-nascida, essa é a minha história preferida sobre o Dia dos Namorados.

3 divagações:
uma história mto bonita mesmo... tão boa, ou melhor, do que o final de peixe grande! ;o)
Amanda, eu amo vc.
Só vc poderia ter a sensibidade de entender uma história como essa.
E para o Marcelo compará-la com peixe grande é porque é bonita mesmo!!
Linda história, e eu, nada romântica, fiquei com os olhos mareados!!! Um amor assim é para a vida inteira!!! Beijos
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