Eu acho que é a primeira vez na vida que deixo de escrever por vontade própria.
Escrever vem sendo uma experiência terapêutica desde muito cedo. Desde muito antes do meu primeiro blog, em 99. Durante muitos anos, seja aqui ou nos papéis, usei as palavras para me organizar e para tentar compreender melhor o que se passava comigo e ao meu redor. Nunca deixei de escrever.
Parece que, passado tanto tempo, eu não tenho mais conseguido me expressar através das palavras escritas. Após tantos percalços que compõem a minha vida (e a de todas as pessoas), após tristezas, frustrações e redescobertas, é como se tivesse havido algum tipo de saturação literária.
"Minha vida me ultrapassa em qualquer rota que eu faça".
Viver, VIVER de verdade, é trabalhoso. Consome energias, cansa demais, esgota o corpo e a mente. Construir os sonhos é prazeroso, mas não é simples. Nos últimos tempos eu percebi que embora escrever alivie as dores da alma, não modifica nada. É mais útil mudar de posicionamento do que escrever sobre ele. É melhor mudar a maneira como você lida com as pessoas e situações do que esmiuçar cada uma delas em detalhes. É mais útil, é melhor, e é bem mais difícil.
A novidade é que, pela primeira vez, eu não sinto necessidade de escrever. Eu não sinto falta.
Eu acredito que seja algo passageiro.
1 divagações:
=[
q penaaa!
mas se der, voltaaa :)
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